“O sedentarismo já é considerado a doença do próximo milênio”
A falta de exercícios e prática
da atividade física sempre foi associada com um fator de perigo para a saúde, então
para que possamos de uma vez por toda entender a importância da prática da
atividade física, estaremos aqui abordando principais tópicos.
Por que a preocupação com o sedentarismo?
Na
grande maioria dos países em desenvolvimento, grupo do qual faz parte o Brasil,
mais de 60% dos adultos que vivem em áreas urbanas não praticam um nível
adequado de exercício físico. Os indivíduos mais sujeitos ao sedentarismo são:
mulheres, idosos, pessoas de nível sócio-econômico mais baixo e os indivíduos
incapacitados. Observou-se que as pessoas reduzem, gradativamente, o nível de atividade
física, a partir da adolescência, com isso, também podendo ocasionar a
obesidade e outros problemas.
O que é vem a ser o
sedentarismo?
O sedentarismo
é definido como a falta ou a grande diminuição da atividade física. O
sedentário é o indivíduo que gasta poucas calorias por semana com atividades
ocupacionais.
Quais são as conseqüências do sedentarismo?
A
vida sedentária provoca um desuso nos sistemas funcionais, portanto já nos
músculos ocasiona um fenômeno chamado de atrofia muscular, perda do volume da
fibra muscular, caracterizada por uma redução visível no tamanho do músculo.
Isso ocorre porque os músculos não recebem mais impulsos ou
"mensagens" provenientes dos neurônios (células nervosas).
Quais as doenças associadas à vida sedentária?
O sedentarismo é a
principal causa do aumento da incidência de várias doenças. Hipertensão
arterial, diabetes, obesidade, ansiedade, aumento do colesterol, infarto do
miocárdio são alguns dos exemplos das doenças às quais o indivíduo
sedentário se expõe. O sedentarismo é considerado o principal fator de risco
para a morte súbita.
Como deixar de ser sedentário?
Recomenda-se a
realização de exercícios físicos de intensidade moderada durante 40 a 60 minutos de 3 à 5 vezes
por semana.
Para atingir o
mínimo de atividade física semanal, existem várias propostas que pode ser
adotadas de acordo com as possibilidades ou conveniências de cada um:
·
Praticar atividades esportivas como andar,
correr, pedalar, nadar, fazer ginástica, exercícios com pesos, jogar bola, dentre
outros que seja mais agradável seria uma proposta válida para evitar o
sedentarismo e importante para melhorar a qualidade de vida.
·
Exercer as atividades físicas necessárias à vida
cotidiana de maneira consciente, como ir ao shopping não usando a escada
rolante, ir à padaria a pé e não utilizar o carro etc.
A
prática regular de exercícios físicos acompanha-se de benefícios que se
manifestam sob todos os aspectos do organismo. Do ponto de vista músculo-esquelético,
auxilia na melhora da força e do tônus muscular e da flexibilidade,
fortalecimento dos ossos e das articulações. No caso de crianças, pode ajudar
no desenvolvimento das habilidades psicomotoras.
Podemos então citar alguns:
- Perda de peso;
- Diminuição no percentual de gordura corporal;
- Redução da pressão arterial em repouso;
- Melhoria das diabetes, podendo às vezes até não fazer
mais uso da insulina para o tipo I; e
- Diminuição do colesterol total e aumento do
HDL-colesterol (o "colesterol bom").
A escolha é
feita individualmente, levando-se em conta os seguintes fatores:
• Preferência pessoal: o benefício da atividade só é conseguido com a
prática regular da mesma, e a continuidade depende do prazer que a pessoa sente
em realizá-la. Assim, não adianta indicar uma atividade que a pessoa não se
sinta bem praticando.
• Aptidão necessária: algumas atividades dependem de habilidades
específicas. Para conseguir realizar atividades mais exigentes, a pessoa deve
seguir um programa de condicionamento gradual, começando de atividades mais
leves.
• Risco associado à atividade: alguns tipos de exercícios podem
associar-se a alguns tipos de lesão, em determinados indivíduos que já são
predispostos.
Lembrem-se:
“Quanto maior o gasto de energia, em atividades físicas habituais,
maiores serão os benefícios para a saúde”.